Visita à Healingherbs, Inglaterra
Um momento de descontração durante um encontro de professores com Julian Barnard, pesquisador e produtor dos Florais de Bach Healingherbs, na paróquia do Jardim Miriam, São Paulo, em novembro de 2004, foi a oportunidade ideal para que o consultássemos sobre nossa intenção de visitar ao laboratório da Healingherbs, na Inglaterra, no ano seguinte. Julian mostrou-se muito feliz com esta possibilidade e colocou-se também à disposição para nos guiar na região do laboratório, fronteiriça ao país de Gales, onde o Dr. Bach encontrou seus primeiros remédios florais. Com ajuda de Luciana Chammas e incentivo de nossa querida Beth Bruno passamos, então, a nos mobilizarmos para a formação do grupo e programarmos a visita tão esperada. O grupo resultou em apenas quatro integrantes; Luciana Chammas e Carmen Coelho, de São Paulo, Magali Biancolini, do Rio de Janeiro, e Rosana Vieira, nossa diretora, de Campinas. Partimos no início de junho rumo ao nosso objetivo. Em Londres, vindas de diferentes lugares, nos encontramos na estação de Paddington para seguirmos de trem a Abergavenny, cidadezinha próxima a Crickhowell onde ficava nosso hotel. Carmen Coelho, já estaria lá nos esperando. Em nosso caminho de trem até lá já íamos observando e identificando muitas das plantas da paisagem inglesa. Em junho, as Wild Roses estavam em plena floração e as Butttercups tingiam o verde dos campos com seu amarelo brilhante. No dia seguinte, um funcionário da Healingherbs veio nos buscar para levar-nos ao laboratório. Julian Barnard estava nos esperando. As estreitas estradas que nos levam até a pequena aldeia de Walterstone, onde fica o laboratório da Healingherbs, são margeadas por densas e altas cercas vivas, protegendo as propriedades rurais e onde podíamos identificar um entremeado de algumas plantas dos florais de Bach, dentre as quais, Holly, Honeysuckle e Wild Rose. A emoção ia tomando conta de nós a medida em que íamos travando contato com estes seres vegetais tão queridos e conhecidos apenas através de fotos. Na chegada ao laboratório, mais emoção ainda. O encontro e a carinhosa recepção por parte de Julian Barnard e de toda a sua equipe. Os pequenos arbustos de Gorse, apresentando galhos aparentemente secos e não floridos e outros com suas características folhas verdes espinhentas e algumas flores, a nos saudar... Estar ali, no laboratório, com Julian Barnard era a concretização de um sonho. E o melhor ainda estaria por vir. Julian tirou o dia para nos acompanhar e nos mostrar a região que o Dr. Bach percorreu no início do seu trabalho e onde ele, ainda encontra muitas das plantas dos florais de Bach. Pacientemente Julian Barnard nos guiava na observação das plantas, algumas que cresciam nos arredores do laboratório, outras em locais muito especiais que ele próprio nos conduziu. Era tudo muito mágico. Estar ali, recebendo uma aula ao vivo com um grande pesquisador e conhecedor dos florais de Bach. A concentração e atenção eram tantas, usando todos os nossos sentidos, que o tempo parecia passar diferente. Vimos os lindos bosques de Beech, com uma Sweet Chestnut milenar na entrada, e descobrimos que Holly, é a única planta que consegue crescer nos bosques sombrios de Beech. Experimentamos a sensação de estar embaixo de uma árvore de Aspen – tontura ou bem-estar? Cada uma de nós teve uma sensação. Penetramos no santuário sagrado das lindas Water Violets... Assim como Edward Bach, caminhamos à margem do rio Usk onde as Impatiens crescem em profusão e Mimulus costumava aparecer naquela época, hoje em dia, bem mais raro em função de resíduos tóxicos. Seguindo um mapa do próprio Dr. Bach, Julian nos levou também para conhecer um Oak majestoso e antigo, com seu largo tronco já muito danificado pelo homem, e que continua sustentando uma copa magnífica, fornecendo abrigo e alimento aos animais da região. No dia seguinte, seguimos com um de seus funcionários em busca de Mimulus e das grandes árvores; White e Red Chestnut. Foi mais um dia de grande emoção. Em nossa volta tivemos a oportunidade de acompanhar alguns procedimentos do laboratório. A pequena equipe de Julian Barnard é composta por moradores antigos da região que se revezam nas atividades de envasamento, rotulagem, montagem e despacho dos kits de florais, de forma tranqüila e atenciosa, para oferecer ao mundo um produto confiável do qual se muito se orgulham. Finda a nossa visita, pudemos compreender toda a teia que nos uniu em sua organização. Nosso pequeno grupo foi o que deveria ter sido. Agradecemos ao Universo por nos dar esta oportunidade de receber juntas toda uma gama de informações a serem compartilhadas no futuro como os nossos alunos e colegas de trabalho. Agradecemos também a Julian Barnard e sua equipe por tornarem nossa viagem inesquecível. Rosana Vieira
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