por Rosana Souto S. Vieira
Este ano celebramos cento e vinte anos do nascimento de Edward Bach ( 1886 – 2006 ). Em setembro, a cidade costeira de Cromer, em Norfolk, Inglaterra, onde o Dr. Bach costumava passar períodos de lazer, será o cenário de um grande evento de florais, reunindo os maiores nomes da Terapia Floral de todo mundo ( Bach Cromer Conference - www.bachessenceproducers.com ) No Brasil, está sendo preparada uma exposição itinerante, para levar ao público, em geral, a dimensão deste trabalho pioneiro de cura através das flores Para mais informações, acesse o site: www.essenciasflorais.com.br ) Estas iniciativas levaram-me a refletir sobre a figura deste grande homem e de sua influência em minha vida e carreira. Certamente não foi à toa que um pequeno livro escrito por Julian Barnard - A guide to the Bach Flower Remedies - resumindo a filosofia e os remédios do Dr. Bach veio parar na minha mão numa manhã fria de outono, em Toronto. Aquele livrinho, devorado no caminho de volta para casa, seria suficiente para fazer-me desistir de minha carreira como engenheira química, no ano seguinte, e mergulhar num aprendizado contínuo sobre as essências florais. Cerca de dois anos após, estava eu atendendo em consultório. Isto foi no início da década de noventa. Curioso é que, desde que iniciei a prática terapêutica, o retrato do Dr. Bach não sai da minha sala e nem da sala de cursos do Instituto Cosmos. Acostumei-me a trabalhar com ele e meu sentimento é de uma parceria constante. Por outro lado, a medida em que fui desenvolvendo este sentimento de proximidade com a figura do Dr. Bach, mais crescia minha gratidão, respeito e admiração por sua determinação em deixar-nos um método natural de cura, inofensivo, e acessível a todos, capaz de dirigir-se aos mais variados conflitos do nosso viver. Maior também foi ficando o meu envolvimento com a Terapia Floral, comprometimento e responsabilidade com seu legado, sua filosofia de vida e seu espírito fraterno e inovador, adepto ao exercício da liberdade existencial. De aluna, fui passando à instrutora...... Hoje, dezessete anos após a leitura daquele livrinho, em Toronto, sou uma das professoras autorizadas pela Healinherbs, de Julian Barnard, a ministrar o curso de Florais de Bach no Brasil, além de professora de diversos outros sistemas florais nacionais e estrangeiros, incluindo o sistema da Califórnia o qual tenho também o privilégio conduzir seu programa educacional em nosso país. Certamente isto deveu-se ao fato de enxergar o legado de Edward Bach como algo muito maior, transcendente, a um único sistema floral. Edward Bach veio para nos ensinar a usar as flores para curar nossos males físicos, mentais e espirituais através do resgate do amor. Os florais nos alinham com nossa essência divina, com o nosso Eu Superior inundando-nos com sentimentos puros de amor e compaixão. Assim, vejo a terapia floral e a figura de Edward Bach, propriamente dita, como um instrumento da Luz para o resgate do Amor na Terra. As essências florais, são um dos instrumentos disponíveis para o despertar da consciência da humanidade colaborando para a evolução planetária. Por este motivo, numa postura de humildade e reverência passei a experimentar as flores de outras partes do mundo conferindo suas propriedades curativas. Como diria uma canção popular ”vamos precisar de todo mundo” . Embora o sistema Bach seja um sistema floral único, simples e especial, devemos agradecer ao que natureza nos oferece em outras partes do mundo pois, certamente, não é à toa que existem pessoas, animais e plantas diferentes em cada região do nosso planeta. Assim, minha sensação é a de que, por maior que seja a minha gratidão pelo Dr. Bach, nunca me parece suficiente agradecê-lo. Os benefícios com a terapia floral a nível pessoal, familiar, profissional e assistencial durante todos estes anos de prática são tantos que torna-se impossível mensurar minhas admiração e gratidão por seus esforços em nos deixar este método de cura simples através das flores. Talvez, a razão disto tudo seja, também, por enxergar o Dr. Bach como um ser humano normal que sofreu como nós as pressões de sua vida cotidiana: família, doenças, trabalho e a incompreensão de seus colegas acadêmicos. Edward Bach amou várias vezes, casou-se, teve uma filha, separou-se, teve fases de prestígio e outras nem tão prestigiadas assim e, apesar disto, deixou-nos um legado único que conquista cada vez mais adeptos em todo mundo. Um ser humano, certamente muito especial, que por compartilhar os conflitos inerentes à sua raça, foi capaz de entendê-los e de usar seus dons mais elevados para aliviá-los. Por este motivo, até hoje, continuo me emocionando a agradecendo a ele cada resultado positivo alcançado em minha prática terapêutica. E para finalizar esta homenagem, nada melhor do que os dizeres de uma ex-aluna em função deste ano tão especial - “Viva o Dr. Bach!” Ensaio Fotográfico
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